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Em
1995 o Brasil foi um dos signatários da Plataforma
de Ação de Beijing, documento final da Conferência
das Nações Unidas sobre a Mulher que recomendou, entre outras coisas,
mudanças no currículo escolar.
No
Brasil, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) foram
criados em 1997 e parte deles refere-se à inclusão
de Temas Transversais - gênero, raça & etnia,
saúde e meio ambiente, direitos humanos e orientação
sexual - na prática cotidiana do ensino público
fundamental.
O
programa Por Uma Educação
Não Discriminatória desenvolvido pela REDEH
em parceria com o Ministério da Educação,
além de contribuir para a implementação
destes parâmetros, traz as perspectivas globais da Plataforma
de Beijing global para um contexto local.
Ações
em curso
Em 6 municípios da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro,
o Não à violência contra a mulher,
projeto desenvolvido em parceria com a Secretaria de Políticas
para as Mulheres, está fazendo escola: entre 25 de
abril e 10 de junho de 2005, 509 professores e alunos de cursos
de formação de professores e de Pedagogia foram
sensibilizados para criar, integrar e fortalecer a Rede Contra
a Violência, composta pelo poder público e por
diferentes setores da Sociedade Civil.
A
questão da Violência Contra a Mulher está
presente há muito na sociedade brasileira, enraizada
em questões históricas e culturais das quais
a escola, com sua prática pedagógica, tem sido
ao longo dos tempos também alimentadora.
Além
de manual especialmente elaborado para o curso, os educadores
assistiram palestras de especialistas e participaram
de oficinas, num total de 50 horas.
O
que se busca não é apresentar um receituário
de como agir, mas estimular a reflexão e os debates
na escola entre alunos, educadores, sociedade e comunidade
quanto às diferentes formas como a violência
contra a mulher, seja ela explícita ou simbólica,
está confortavelmente instalada na sociedade e presente
na vida escolar – independente do segmento - nos materiais
didáticos e na chamada prática acadêmica.
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