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A
questão da saúde e dos direitos reprodutivos
e sexuais marcam a agenda do movimento de mulheres no Brasil.
Ciente deste valioso capital social, a REDEH apostou em metodologias
que valorizam a atuação das mulheres enquanto
agentes de prevenção e promoção
da saúde. O programa da REDEH compreende duas frentes
- a de conscientização e a de prevenção.
No
âmbito das articulações e políticas
públicas na área de saúde e dos direitos
reprodutivos e sexuais, a REDEH integra a Rede Nacional Feminista
de Saúde e Direitos Reprodutivos (Rede Saúde)
e as Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro.
Ainda
na área de direitos reprodutivos, a REDEH integra a
Campanha 28 de Setembro - Dia Latino Americano da Luta pela
Discriminalização do Aborto, que demanda a formação
de parcerias e atenção permanente para enfrentar
às muitas ameaças de retrocessos nessa área.
Lidera
a Rede
Tabaco Zero – RTZ, que surge a partir do
projeto Prevenção: Caminho para Saúde,
idealizado pela REDEH com o apoio do INCA/MS. Trata-se de
uma aliança de ONGs, sociedades médicas e científicas
e outras
entidades e ativistas pela ratificação e implementação
da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco,
o primeiro tratado internacional de saúde da história
da humanidade.
Conheça
os destaques de atuação
REDEH na Prevenção de DST-AIDS, de Câncer
de Mama e de Colo de Útero e na Rede Tabaco Zero.
Ações em curso
O
projeto Quem Ama Cuida promove, desde 2004,
ações de caráter preventivo às
DSTs/Aids voltadas para mulheres adultas e adolescentes das
comunidades de favelas da região de Vargem Grande e
entorno, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Conta com a parceria
do Ministério da Saúde.
Sua
principal atividade tem sido a capacitação de
30 lideranças femininas para ação comunitária
na prevenção dessas doenças, beneficiando
as comunidades de Cascatinha, Beira Rio e César Maia.
O
projeto Rasgando o Verbo está promovendo
uma investigação sobre a política de
atenção integral à saúde da mulher.
Seu objetivo é definir o perfil das mulheres que utilizam
o Sistema Único de Saúde - SUS , suas percepções,
demandas, necessidades e opiniões sobre sua saúde
e sobre os serviços que lhes são prestados,
e contribuir para a formulação de políticas
públicas nessa área.
O projeto é fruto de parceria com o PROSARE- Programa
de Apoio a Projetos em Sexualidade e Saúde Reprodutiva.
Está sendo implementado nos municípios do Rio
de Janeiro (Comunidade Acari), Paty do Alferes (RJ) e, na
comunidade quilombola Campinho da Independência, na
região de Paraty (RJ). A escolha dos locais de estudo
reflete a opção de se trabalhar com mulheres
de baixa renda, negras e moradoras da zona rural, pertencentes
às parcelas mais vulneráveis da população.
Na Rede Tabaco
Zero - RTZ, estão em curso campanhas pela
ratificação da Convenção-Quadro
para o Controle do Tabaco, visando esclarecer junto a parlamentares
e ao público em geral as metas do Tratado e sua importância
para o desenvolvimento sustentável do país.
Também vêm sendo organizadas coletas de assinaturas
por sua ratificação em todo o Brasil.
A
RTZ está realizando, também, em parceria com
a OPAS – Organização Pan-Americana de
Saúde e com a Coalizão BH Respirando Melhor,
uma série de campanhas e pesquisas de opinião
voltadas para a sensibilização do público
em geral sobre o tabagismo passivo e a criação
de ambientes de trabalho livres de fumo.
Encontra-se
em fase de conclusão pesquisa sobre o conceito de RSE
e sobre a relação da indústria do tabaco
com esse tema. O produto final da pesquisa é um relatório
que será publicado ainda em 2005.
Outra
publicação prevista para este ano chama-se Doações
da indústria do tabaco – Porque aceitar dinheiro
da indústria de tabaco ajuda a vender mais cigarros
e custa mais vidas?, traduzida e adaptada de um manual
produzido pela Coalizão de Controle do Tabaco de Quebéc
do Canadá. Traz exemplos concretos de casos, no Brasil
e no mundo, de como a indústria do tabaco compra credibilidade
para legitimar a promoção de seus produtos.
No
Dia Mundial sem Tabaco de 2005, Paula Jonhs, da REDEH e coordenadora
da Rede Tabaco Zero, foi um dos 6 premiados pela OPAS –
Organização Pan-Americana de Saúde, em
evento que teve como tema o envolvimento dos profissionais
de saúde no enfrentamento do tabagismo. A OPAS reúne
mais de 500 profissionais de saúde e organizações
que trabalham na prevenção e controle do tabagismo
de todas as partes do planeta.
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