Neste 25 de Julho de 2021, Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e, também, o Dia Nacional de Tereza de Benguela, a Redeh soma-se ao Movimento de Mulheres Negras na construção da 9ª edição do Julho das Pretas,  intitulada de “Para o Brasil Genocida Mulheres Negras Apontam a Solução”, ação criada pelo Instituto Odara da Bahia. A data também celebra a quilombola negra Tereza de Benguela, que lutou bravamente contra a escravidão no século XVIII.

A Redeh reverencia todas as mulheres negras que vieram antes de nós e afirma seu feminismo antirracista, na luta contra o racismo estrutural que viola a vida das mulheres negras, pedindo um basta contra toda forma de violência sobre os corpos negros. É inadmissível que, dezenas de mães pretas continuem enterrando seus filhos, vítimas das balas “achadas”, dos que deveriam cuidar da segurança pública.

Este ano, o julho das Pretas tem como finalidade denunciar as diversas formas de genocídio da população negra e mostrar como as mulheres negras se organizam em todas as esferas da sociedade, apontando soluções para o país, a partir da luta antirracista, antipatriarcal e pelo Bem Viver.

Entre as quase 600 mil vítimas da pandemia de Covid-19, 66% são de pessoas negras, as mais afetadas pela falta de vacina, pela falta de um auxílio emergencial justo, pelo desemprego e pela fome. Sem políticas de apoio às trabalhadoras e trabalhadores que não puderem parar, pela necessidade de defender o alimento de suas mesas, não puderam realizar o isolamento social. A maioria dessas famílias são lideradas por mulheres Negras. 

No Brasil, a 1ª vítima de Covid-19 no Rio de Janeiro foi uma mulher negra, empregada doméstica. A maioria dessas trabalhadoras, composta em sua maioria por mulheres negras, tem seus direitos violados, e muitas delas ainda convivem com a informalidade, e com a situação análoga à escravidão.

Durante a pandemia do novo coronavírus houve o aumento no número de mulheres vítimas de violência doméstica no Brasil, e as principais vítimas de Feminicidio são mulheres negras, as mais expostas às desigualdades e a violação de seus direitos.

O abismo social que acomete as mulheres negras é gritante. Neste dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana, Caribenha e da Diáspora, pedimos o fim de todas as formas de opressão, um basta a essa necropolítica instaurada no país, e o fim do genocídio negro, que dilacera famílias diariamente. As vidas das Mulheres Negras Importam!

Cris Odara

Pela Equipe Redeh