Nesse momento em que a pandemia do Coronavirus avança no Brasil, o que mais se ouve e lê são: SUS, Saúde Pública, internação, UTI, pesquisa científica, profissionais da saúde, evidenciando o que já cansamos de denunciar: o aprofundamento do golpe ultraneoliberal tem consequências na nossa capacidade de acolher e tratar quem precisar da saúde pública. 

Se o SUS já era deficitário, após a aprovação da Emenda Constitucional 95 que congelou os recursos públicos por 20 anos para os investimentos em saúde e educação, a situação só se agravou. No ano passado, foram cerca de 9,5 bilhões de reais não direcionados ao SUS por conta desta medida! 

Nós mulheres sabemos que somos as mais afetadas por esse desmonte do SUS, principalmente as negras e periféricas com suas famílias, pois se transfere para nós a responsabilidade do cuidado. Além disso, grande parte dos profissionais de saúde são mulheres, elas estão na ponta, desde a primeira triagem até a UTI, cuidando da população num sistema em que pouco são cuidadas pelo estado, além de grande parte trabalhar de forma precarizada. Numa sociedade machista e racista, são as mulheres e meninas que se encarregam das tarefas de cuidado sem uma corresponsabilização dos homens, da sociedade, empresas e Estado desta função fundamental para o conjunto da população. 

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Por isso, lutamos pela revogação da EC 95, queremos um SUS universal, público e solidário, que acolha indistintamente todas as pessoas. Um Sistema público de Saúde que se sustente, porque medidas neoliberais como alugar leitos e equipamentos desaparecerão. Mas o SUS não, ele é nosso e precisamos dele sustentável, com recursos e acessível!

#RegovaEC95
#oSUSéNOSSO
#PelaVidaDasMulheres
#PelaVidaDeTodxs
#SaúdeNãoÉmercadoria