NOSSA HISTÓRIA

Ξ Relembrando as Origens

A REDEH foi uma das articuladoras da Agenda 21 de Ação das Mulheres, elaborada por 1500 líderes de 83 países. O documento contribuiu para que fossem incluídas 173 recomendações específicas sobre gênero na plataforma de desenvolvimento sustentável, a Agenda 21, aprovada por chefes de estado de 170 países durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Rio-92.

 

Desde então, em parceria com organizações de mulheres e outros grupos, vem trabalhando no sentido de colaborar com a implementação dessas recomendações através de campanhas e ações para promover a igualdade de gênero, raça e etnia junto aos outros atores do desenvolvimento sustentável; cursos de formação voltados para lideranças locais; e participação em processos para formulação de políticas de desenvolvimento justo e sustentável em nível federal, estadual e municipal, além da promoção da inclusão  e educação digital.

 

A Parceria com o WEDO e a Agenda 21 de Ação das Mulheres por um Planeta Saudável

Paralelamente a criação da REDEH no Brasil, em 1990, surgia no nível mundial a WEDO, Organização das Mulheres para o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Por iniciativa de Bella Abzug e Mim Kelber - feministas americanas-, a WEDO convocou  lideranças feministas com o objetivo de articular uma ampla mobilização internacional no processo que antecedeu a  organização da Conferência da Rio 92. Thais Corral, uma das fundadoras da REDEH, foi convidada a fazer parte do conselho inicial do WEDO e com isso a REDEH passou a ser a representante desta no Brasil. Uma das principais ações do WEDO foi a realização do I Congresso Internacional de Mulheres por um Planeta Saudável (1991), em Miami, nos Estados Unidos, para o qual foram convocadas 1500 lideranças representantes de redes internacionais, provenientes de 83 países. O Congresso teve como objetivo a formulação da plataforma das mulheres para o desenvolvimento sustentável, a Agenda de Ação das Mulheres por um Planeta Saudável, lançada no ano seguinte, durante a Rio-92, seria o norte da estratégia política das mulheres tanto na Rio-92 quanto nas conferências que se seguiram.

 

A Rio-92 resultou num sucesso sem precedentes em termos de articulação e estratégia política assim como visibilidade.  A visão das mulheres foi traduzida em mais de 90 recomendações específicas contidas na Agenda 21.  O Capítulo 24 congrega um conjunto de recomendações, mecanismos e metas para integrar as mulheres e a questão de gênero em todos os níveis de governo e nas atividades correlatas de todas as agências da ONU.

 

As redes de mulheres ocuparam também um espaço privilegiado no Fórum Global de ONGs onde se destacou o Planeta Fêmea, espaço que reuniu 30 mil mulheres de todo o mundo para partilhar experiências, perspectivas e análises. Coordenada pela Coalizão de Mulheres Brasileiras, especialmente constituída para essa finalidade, a programação do Planeta Fêmea contemplou todos os tópicos da Agenda 21 de Ação das Mulheres e recebeu por dia uma média de 2.000 pessoas, consolidando-se como um dos espaços mais visitados do Fórum Global. O investimento da REDEH nesse processo lhe valeu o reconhecimento nacional e internacional como articuladora estratégica da participação das mulheres no campo do desenvolvimento sustentável.

 

A estratégia de participação nas conferências globais da ONU inaugurada na Rio-92 seguiu-se nos fóruns mundiais promovidos pela ONU na década de 90,  representando para as mulheres um importante espaço de articulação política e de visibilidade que permitiu a construção de uma agenda que foi sendo reafirmada em cada uma dessas conferências, especialmente nas Conferências Mundiais sobre População e Desenvolvimento (Cairo,1994) e sobre a  Mulher (Beijing, 1995).

 

Durante dez anos a REDEH acompanhou o processo de desenvolvimento da Agenda 21 de Ação das Mulheres o que lhe deu legitimidade para coordenar, uma década depois, um processo internacional de avaliação. Esta estratégia recebeu o nome de Agenda 21 de Ação das Mulheres pela Paz e por um Planeta Saudável 2015. No curso do ano que precedeu a Cúpula da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável foram realizadas 5 reuniões internacionais em cada um dos cinco continentes.  Facilitado por parceria entre REDEH, WEDO e uma coalizão de organizações, o processo internacional preparatório para a Conferência permitiu às mulheres fazerem uma reflexão sobre suas temáticas e estratégias, além de elaborarem  uma série de propostas de ação  para serem negociadas com governos e outros setores da sociedade civil. O documento gerado desse processo foi lançado no primeiro dia da Conferência de Cúpula. Seus cinco grandes tópicos são Paz e Direitos Humanos; Globalização e Sustentabilidade; Acesso e Controle dos Recursos Naturais; Saúde; Segurança Ambiental e Governança. A publicação encontra-se em anexo.

 

No Brasil, a REDEH organizou uma dessas reuniões internacionais de consulta. Os resultados estão publicados e continuam a inspirar estratégias elaboradas pelas redes de mulheres no campo do desenvolvimento justo e sustentável.

 

A tradução de algumas das recomendações políticas das conferências da ONU orientaram o trabalho desenvolvido pela REDEH através dos programas de ação desenvolvidos nas últimas duas décadas, a saber: Desenvolvimento Sustentável, Educação Não Discriminatória, Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos, Pesquisa e Documentação e Juventude e Cultura.

 

A seguir, apresentamos as principais ações desenvolvidas no contexto dos programas:

 

Ξ DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

No plano internacional, a REDEH participou de todas as Conferências Globais que a ONU realizou na década de 1990, ajudando a articular em cada uma das plataformas específicas dessas conferências a abordagem do desenvolvimento sustentável cunhada na Agenda 21 das Mulheres por um Planeta Saudável.

No Brasil, a REDEH focou sua atuação na implementação da Agenda 21 de Ação das Mulheres e nas recomendações incluídas principalmente em dois documentos que resultaram da Rio-92, Agenda 21 e Convenção Quadro de Combate à Mudança Climática.

 

Iniciativas realizadas dentro desse programa indicadas cronologicamente:

> 1991 – Mulher, Procriação e Meio Ambiente – Encontro Internacional com a participação de representantes de 32 países com o objetivo de discutir a mercantilização da vida, as novas tecnologias reprodutivas e preparar a agenda prioritária das mulheres para a Eco 92. Parceria Frauen Anstiftung da Alemanha, Ministério de Cooperação do Governo Holandês e Oxfam do Brasil.

 

> 1992 – Planeta Fêmea – Espaço das mulheres durante o Fórum Global organizado pela Coalizão de Mulheres Brasileiras e WEDO que reuniu mais de 30.000 pessoas durante a Rio 92.

 

> 1993-1994 – Caravana das Mulheres por um Planeta Saudável – Em parceria com o Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo e outras ONGs foi lançada a Caravana das Mulheres por um Planeta Saudável que percorreu várias cidades do estado promovendo a Agenda 21 de Ação das Mulheres por um Planeta Saudável.

 

> 1993 - Fórum da Agenda 21 Local do Rio de Janeiro – A REDEH participou da concepção que resultou na Comissão de Apoio a Agenda 21 do Rio de Janeiro, primeira cidade a formular e implementar um processo de Agenda 21 Local.  Após a implantação, REDEH foi uma das integrantes do Fórum da Agenda 21 Local.

 

> 1996-1997 – Boas Práticas de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 – A REDEH realizou pesquisa nacional sobre as boas práticas de desenvolvimento sustentável e agenda 21 local, o resultado dessa pesquisa foi publicado pelo Ministério do Meio Ambiente e apresentado na reunião de avaliação de cinco anos da Rio 92, também conhecida como Rio+5.

 

> 1998-1999 - Subsídios para a Elaboração da Agenda 21 brasileira – Em parceria com o IBAM e ISER, a REDEH venceu licitação para elaboração da consulta nacional que gerou subsídios para a elaboração dos relatórios sobre os temas Cidades Sustentáveis e Redução das Desigualdades Sociais. Os relatórios consolidaram propostas que foram geradas no processo de consulta nacional aos diferentes setores da sociedade brasileira.

 

> 1998-1999 - Poder Local, eu Também Quero - Com base na metodologia de implantação da Agenda 21 do Rio de Janeiro, REDEH promoveu o projeto, Poder Local, eu Também Quero, em cinco municípios do Estado, com o objetivo de articular os diferentes setores – público, privado, terceiro setor – para uma participação ativa das mulheres nos processos de Agenda 21. O processo resultou na elaboração de material didático e de um relatório final com a metodologia e a experiência nos municípios envolvidos.

 

> 1999-2000 – A participação das mulheres nos processo de Agenda 21 Local - Junto a WEDO e ICLEI (International Council for Local Environmental Initiatives) a REDEH elaborou pesquisa mundial sobre os avanços na participação das mulheres nos processo de Agenda 21 Local. Resultado dessa pesquisa foi publicado em 2000 e apresentado na Conferência Internacional do ICLEI em Dessau, Alemanha.

 

> 2001-2002 – Consulta Internacional para Avaliação dos Avanços da Agenda 21 de Ação das Mulheres - Em parceria com o WEDO a REDEH, foram realizadas cinco reuniões internacionais e os resultados publicados em um novo plano de ação, Agenda 21 de Ação das Mulheres 2015 que foi amplamente disseminado durante a reunião da Cúpula de Desenvolvimento Sustentável realizada em Joanesburgo.

 

> 2001-2002 - Projeto GEOCIDADES - A REDEH junto ao ISER e ao IBAM por solicitação do PNUMA e do Ministério do Meio Ambiente desenvolveram a metodologia GeoCidades de indicadores de monitoramento de sustentabilidade local. A metodologia foi aplicada em dois municípios, Manaus e Rio de Janeiro, gerando relatórios referenciais que foram depois objeto de um conjunto de cursos de capacitação realizados junto aos municípios. Os relatórios encontram-se disponíveis entre as publicações da REDEH.

 

> 2003 - Conferência Internacional de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida (ICONS) - A REDEH coordenou a realização da Conferência Internacional de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida (ICONS) que contou com a presença de mais de 700 lideranças de todo o Brasil. Foi realizada em parceria com o Instituto Ethos e a Federação de Indústrias do Estado do Paraná. A ICONS lançou a proposta de instalação de observatórios de indicadores de desenvolvimento sustentável que vem se multiplicando em várias cidades brasileiras como é o caso de Curitiba (www.orbis.org.br) e do Rio de Janeiro (www.riocomovamos.org.br).

 

> 2003 – Agenda 21 das Mulheres da Amazônia – Elaborada em parceria com o Movimento das Mulheres da Amazônia (MAMA). O documento, lançado no senado federal, tem como proposta fornecer subsídios específicos para a inserção da questão de gênero nas políticas de desenvolvimento sustentável da Amazônia.

 

Desde 2001, a REDEH tem priorizado sua atuação no campo das mudanças climáticas:

 

> 2001-2005 - Agentes da Cidadania das Águas - Estratégia iniciada em 2001, com o objetivo de capacitar lideranças na promoção do uso de tecnologias apropriadas com vistas ao combate à seca e a pobreza no semi-árido nordestino. Foram até agora realizados três projetos: (1) Período (2001-2003) em parceria com a Secretária de Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco no contexto do Programa, “Pernambuco na Luta contra a Desertificação”. O projeto treinou lideranças femininas comunitárias de cinco municípios do semi-árido pernambucano para atuarem como agentes educadoras de ações voltadas para combate à seca e à pobreza desenvolvidas pelo programa em suas comunidades; (2) Período (2004-2005), projeto desenvolvido em Valente (semi-árido Bahia) e Traíras (Alagoas) voltado para fortalecer a capacidade de mobilização dos Agentes da Cidadania das Águas na implementação de projetos de irrigação que usem energia limpa, mais especificamente energia solar. Como desdobramento do Projeto foi elaborado um estudo de caso sobre a experiência de Valente, publicada em um livro que está disponibilizado neste site. (3) Período 2003 - A REDEH realizou em parceria com a AGENDHA, o projeto de capacitação de mulheres para atuação nas políticas específicas de produção da pequena agricultura sustentável em três municípios baianos, Curaçá, Paulo Afonso e  Delmiro Gouveia, em Alagoas. Essas estratégias de mobilização das mulheres enquanto Agentes da Cidadania das Águas recebeu o reconhecimento  de “Boa Prática” na Cúpula Mundial da ONU sobre Água, realizada em Kyoto, em 2003.

 

> 2005-2008 - Em 2005 a REDEH passou a integrar a coalizão Sul-Sul-Norte (SSN) - Thais Corral, coordenadora geral da REDEH, foi selecionada como diretora de formação das ações que a SSN desenvolve em 6 países (Brasil, África do Sul, Moçambique, Tanzânia, Indonésia e Bangladesh). O principal objetivo da coalizão sul-sul-norte é promover mitigação e adaptação da mudança climática com combate a pobreza. No contexto do SSN, a REDEH realizou no Brasil o Projeto Pintadas Solar, com ações de adaptação a mudança climática focadas na introdução de tecnologias de irrigação eficientes. Pintadas Solar, (www.pintadas-solar.org) recebeu vários prêmios, entre eles, o prêmio SEED 2008. O projeto foi escolhido entre mais de 400 no mundo inteiro como “prática com potencial de escala e significativa contribuição para o Desenvolvimento Sustentável”.

 

> 2009 - Adapta Sertão – Foi o desdobramento do projeto Pintadas Solar que se consolidou como tecnologia social.  que promove o uso eficiente dos recursos hídricos locais para uma agricultura de pequena escala e sustentável do ponto de vista social, econômico e ambiental, tendo em vista a mudança climática e suas  consequências. Adapta Sertão é hoje uma coalizão de organizações que inclui 4 municípios que adotaram o modelo, Pintadas, Quixabeira, Baixa Grande e Brumado, todos na Bahia, inclui também escolas, organizações não governamentais.  Os resultados dessa iniciativa podem ser conferidos no site: www.adaptasertao.net.

 

> 2013 – Sinal das Crianças: Sincronicidade, Inovação e Alegria - O projeto tem como premissa viabilizar o processo de modificação comportamental e de valores humanos, em relação a como tratamos a natureza e os seres humanos, desenvolvendo nas crianças uma cultura de amor, cuidado e respeito pela diversidade natural, cultural e humana, através de ações de educação socioambiental.

O SINAL é um ambiente situado na Mata Atlântica que tem por objetivo promover a participação de crianças no desenvolvimento sustentável de sua comunidade, sendo uma ótima maneira de promover a relação entre as crianças e o meio ambiente. Caracteriza-se por um espaço doado às crianças onde se cria a vida e a biodiversidade, fortalecendo o processo de auto estima e identidade das crianças com seu ambiente.

As atividades aconteceram no Centro de Educação Ambiental Sinal do Vale com a participação das crianças e jovens do bairro de em Santo Antonio da Serra, 4° distrito de Duque de Caxias/RJ e de ciclos de visitas mensais de crianças e jovens estudantes da rede pública de ensino do município.

Durante o ano de 2013, este projeto foi apoiado pelo Criança Esperança, sendo um dos selecionados para a produção do vídeo institucional (http://globotv.globo.com/rede-globo/crianca-esperanca/v/minuto-esperanca-espaco-sinal-das-criancas/2882144/).

A base metodológica baseia-se no incentivo e fortalecimento do protagonismo infanto-juvenil nas causas socioambientais e culturais. O espaço poderá ser utilizado a critério de cada criança ou grupo de crianças e tamanho de espaço, para plantação de alimentos, implementação de áreas protegidas com espécies nativas, criação de animais, etc. As atividades e ações do projeto atenderam 300 crianças/adolescentes envolvidas diretamente no projeto.

 

> 2013 – Adapta Mata Atlântica - O Projeto Adapta Mata Atlântica é uma iniciativa de engajamento de atores para a definição de planos territoriais que proporcionem maior resiliência socioambiental aos agro ecossistemas da Mata Atlântica, considerando os efeitos das mudanças climáticas. Os maiores riscos são os eventos extremos comuns na região com chuvas intensas que provocam deslizamentos de terra e secas prolongadas – que propiciam a recorrência de incêndios. O projeto tem como objetivo proporcionar coalizões de lideranças e geração de conhecimento coletivo sobre o manejo sustentável dos recursos naturais e seu caráter de serviço ambiental de forma que possa ser incorporado às práticas rurais. O AMA - Petrópolis foi elaborado com o objetivo desenvolver um plano piloto de adaptação às mudanças climáticas de acordo com as questões de maior relevância local.

 

> 2014 – Expansão do Adapta Sertão - A implantação do SIM/ SUASA, tem como principal objetivo regulamentar e fiscalizar a produção, comercialização e transporte dos produtos de origem animal, derivados da agricultura familiar, entre os 14 municípios do Território da Bacia do Jacuípe e os que estão em processo de incorporação, Capim Grosso e Serrolândia. Durante a atividade foram apresentadas as vantagens da implantação do selo, como diminuição da burocracia para a comercialização e para a implantação de pequenas industrias rurais, através da melhoria da qualidade sanitária. Também foi apresentada a legislação sobre inspeção e fiscalização dos produtos da agricultura, além das vantagens para os agricultores que terão seus produtos no mercado de forma legalizada, podendo comercializar localmente e vender para os programas governamentais, gerando um impacto positivo na economia dos municípios através  da comercialização intermunicipal e territorial,  além do aumento na arrecadação de tributos  que vem da venda dos produtos e do aumento da renda das famílias.

 

 

Ξ POR UMA EDUCAÇÃO NÃO DISCRIMINATÓRIA

Visando estabelecer uma ponte entre as recomendações firmadas nas Conferências da ONU - em especial a Conferência Mundial da Mulher (Beijing, 1995) e a Conferência Mundial de Educação de Adultos (Hamburgo, 1997) - e as políticas nacionais de educação, a REDEH vem contribuindo para a reflexão e inclusão de novos temas no cotidiano escolar, através do programa Por uma Educação Não Discriminatória.

 

Esta iniciativa tem por objetivo internalizar no dia-a-dia das salas de aula os conceitos inovadores dos Temas Transversais conforme os objetivos estabelecidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais (2000), nos pressupostos definidos pela Lei 10639/03 e no Parecer CNE/CP 003/2004 – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Através deste Programa de Formação Continuada de Professores, a REDEH proporciona a prática da revisão de conhecimentos, valorizando e motivando o exercício de uma educação não-discriminatória. Gênero, raça & etnia, saúde e meio ambiente, direitos humanos, orientação sexual, violência contra a mulher e gravidez na adolescência são os temas que temos trabalhado com docentes da rede de ensino da educação fundamental. Busca ainda, refletir com os/as educadores/as, a superação dos preconceitos sociais, presentes no cotidiano da instituição escolar, através da produção de material de suporte didático e do processo de capacitação.

 

A formação de professores(as) consiste na elaboração de um kit de material de apoio específico  ao tema. Com excelente tratamento visual, programas de rádio e vídeo, em linguagem de fácil compreensão, o material didático/pedagógico é um ótimo instrumento também para o trabalho nas escolas, para debates e reflexões de grupo. Nos seminários de formação – em geral de 120 horas cada -, as temáticas e a utilização do material é apresentada e vivenciada com os professores.

 

Desde sua implantação, em 1996 até 2004, cerca de 4.500 educadores/as, em 36 municípios do Estado do Rio de Janeiro, participaram de processo de cursos na área de Gênero, Raça e Etnia, Meio Ambiente e Orientação Sexual. Este programa tem sido desenvolvido em parceria com a Secretaria de Ensino Fundamental do MEC, Secretaria Estadual e Secretarias Municipais do Rio de Janeiro.

 

Em 2002, realizamos o seminário de formação Um Rio de Mulheres Deságua na Escola para 300 professores da rede pública estadual do Rio de Janeiro. Este seminário é parte de um Projeto Nacional – inicialmente apoiado pela Fundação Avina e O Boticário - que pretende identificar a atuação feminina em cada Estado brasileiro buscando levar a participação das mulheres fluminenses na história - oficialmente não contada - do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil, para dentro da sala de aula.

 

Entre os anos, de 2005 e 2006, o projeto Não à Violência Contra a Mulher Fazendo Escola, realizado em 12 municípios do estado do Rio de Janeiro, fruto de parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, envolveu um universo de 700 educadoras e estudantes de Curso de Formação de Professores e de Pedagogia de diferentes instituições públicas e privadas.

 

Realizamos, em 2006 uma Roda de Conversa – A Educadora Nísia Floresta na Roda, em parceria com a Fundação Banco do Brasil. Tratou-se de um encontro de reflexão com professores(as) e educadores(as) para discutir a luta pela educação feminina no país assim como a construção da cidadania das mulheres.

 

A longa experiência da REDEH na área de material didático pedagógico para  educadores(as) e alunos(as) resulta ainda, de trabalho conjunto realizado em parceria o MEC/SECAD nos anos de 2005 e 2007, sempre em articulação com instituições e lideranças locais das comunidades remanescentes de quilombos,

 

A parceria deu origem ao material Quilombos - espaço de resistência de mulheres e homens negros, que envolveu os quilombos do Campinho da Independência, Bracuí, Botafogo, Caveiras, Fazenda Machadinha, Santana e Rasa, no Estado do Rio de Janeiro. Ao todo dez mil exemplares para educadores e quinze mil exemplares do gibi para os/as alunos/as foram impressos e encontram-se esgotados.

 

O segundo trabalho conjunto REDEH/MEC/SECAD, intitulado Minas de Quilombos,foi realizado em 2007 e abrangeu os quilombos do Açude, Espinho, Mato do Tição, Mangueiras, Quartel do Indaiá, Ausente de Cima, Ausente de Baixo, Baú, Pinhões e Sapé, dando origem ao Livro do/a Professor/a e Gibi para alunos/a.

 

Em 2008, em parceria com Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM/UERJ) produziu o material Gravidez na Adolescência e Sexualidade - Uma conversa franca com educadores e educadoras, tendo atuado ainda, nos encontros de formação de educadores(as) em parceria com a Secretaria de Educação Municipal do Rio de Janeiro.

 

> 2011 - Campanha Quem Ama Abraça - A “Campanha Quem Abraça”, entende a violência contra as mulheres como uma violação dos direitos humanos que demanda ações e políticas públicas. A violência doméstica, fruto de uma cultura machista e sexista, é uma questão social a ser superada através de políticas sociais e, também, educativas. A “Campanha Quem Ama Abraça”, lançada em 2011, percebendo a necessidade de dialogar com outras áreas do conhecimento para criar redes de apoio contra à violência de gênero, ampliou o projeto para as escolas da educação básica. Com isso, a Campanha, além de produzir e distribuir um material paradidático, ministra oficinas e capacitações gratuitas para profissionais de distintas áreas. Nosso trabalho, em especial com o público feminino, é orientar às mulheres a pensarem e a refletirem sobre seu papel na sociedade e sobre seus direitos, assegurando sua dignidade e criando estratégias de enfrentamento à violência de gênero.  Desde 2011 as ações do projeto atingiram 518.331 pessoas e a Campanha tem abrangência nacional.

 

Ξ TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PARA TOD@S

Em pleno século XXI, com todas as inovações tecnológicas existentes, é possível imaginar que uma parcela significativa da população mundial não tenha acesso à Internet e está excluída do mundo digital? Foi pensando nesse e outros questionamentos que a REDEH começou a atuar também na área da inclusão digital.

 

O desafio foi criar oportunidades de avanço tecnológico para gerar mais e melhores alternativas de trabalho e cidadania, contribuindo para a profissionalização e maiores qualificações no país. A parceria com a organização CEMINA – Comunicação, Educação e Informação em Gênero, uma organização que promoveu vários projetos de inclusão e educação digital para as mulheres, sobretudo na década de 1990 e início dos anos 2000, rendeu bons frutos.

 

Ao introduzir uma tecnologia social, de baixo custo e fácil utilização, como o rádio e a Internet, nos cursos e capacitações promovidos, a CEMINA contribuiu para a promoção da cidadania das mulheres, como agentes de transformação social. A REDEH, inspirada nessa parceira com a CEMINA, buscou outras iniciativas que promovessem a inclusão digital das mulheres e de todos/as na sociedade. Ao abraçar o Projeto Casa Rio Digital, em setembro de 2012, a REDEH pôde concretizar um sonho na busca pela igualdade de direitos e uma sociedade não discriminatória.

 

> 2012 – Casa Rio Digital

Com o objetivo voltado para o desenvolvimento da sociedade da informação, o projeto em parceria com a Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia da Cidade do Rio de Janeiro, buscou integrar, coordenar e fomentar ações para a utilização de tecnologias de informação e comunicação, de forma a contribuir para a inclusão social de todas as pessoas, independente de sexo, raça e geração e, ao mesmo tempo, contribuir para que a economia da Cidade do Rio de Janeiro estivesse em melhores condições de competir no mercado global.

As Casas Rio Digital transformaram-se em espaços públicos com as portas abertas para as comunidades, que utilizavam o espaço para acessar à internet, participar dos cursos, das oficinas gratuitas e, também, para o exercício da cidadania. Ao longo de todos os anos do projeto, cerca de 33 (trinta e três) Casas Rio Digitais funcionaram em distintos bairros, regiões administrativas e comunidades populares.

 

> 2014 – Naves do Conhecimento

Novamente em parceria com a Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia da Cidade do Rio de Janeiro, o projeto NAVES DO CONHECIMENTO, busca também promover a inclusão digital através de cursos tecnológicos e atividades culturais, contribuindo com a formação cognitiva e cidadã da população de baixo poder aquisitivo, cujo acesso às novas ferramentas tecnológicas é mais restrito.

Para transformar a realidade de exclusão digital, o projeto Naves do Conhecimento foram implementados nos bairros de Triagem, em dezembro de 2013, e Irajá, Penha, Madureira, Vila Aliança, Santa Cruz e Padre Miguel, em dezembro de 2014.

 

> 2014 – FORSOFT Rio

O FORSOFT RIO é uma ação social fruto da tríplice parceria entre a ASSESPRO-RJ, a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia e as Empresas-Madrinhas, que visa o aumento da empregabilidade por meio da capacitação em áreas relacionadas à Tecnologia da Informação. O diferencial do projeto é a participação das Empresas-Madrinhas que, além de contribuírem durante o curso com auxílio transporte para os jovens participantes, se comprometem a contratar no mínimo 30% dos seus afilhados ao término da capacitação.

A REDEH atua como Madrinha do projeto desde então, ajudando a formar novos Desenvolvedores de Software e Profissionais em Infraestrutura de Redes com certificações oficiais gratuitas oferecidas em parceria com a ORACLE, a Microsoft e a CISCO, e a inserir estes jovens no mercado de TI. A capacitação trabalha com a demanda destas empresas, disponibilizando mão de obra qualificada para o mercado de TI e promovendo a integração entre o futuro empregado e o empregador.

Para participar do FORSOFT RIO, o jovem deve estar em situação de vulnerabilidade social, ter entre 18 e 24 anos e ter concluído ou estar no último ano do Ensino Médio.

 

> 2016 – CASA FUTURO AGORA

Fruto da parceria entre a REDEH, RioSolidário, CEDAE e o Ministério Público do Trabalho, as unidades do projeto CASA FUTURO AGORA são espaços de conhecimentos e preparação de jovens, entre 12 e 17 anos, para o mundo do trabalho. Com aulas dinâmicas e conteúdos modernos, são oferecidos cursos gratuitos de informática, inglês, poesia e audiovisual, nas 12 unidades do projeto (Campinho, Cordovil, Nova Degase Ilha, Nova Degase Penha, Nova Degase Bangu, Gardênia Azul, Manguariba, Prazeres, São Carlos São João, Sepetiba e Urucânia), locais que também contam com acesso gratuito à internet.

Os projetos de inclusão digital da REDEH consolidaram-se como políticas públicas eficientes para a promoção da inclusão e educação digital no Rio de Janeiro, pois possibilitaram o acesso às tecnologias de informação e comunicação nas áreas com baixo índice de conhecimento tecnológico, reduzindo assim, a exclusão digital nas áreas do município consideradas “desertos digitais”.

 

 

Ξ PESQUISA, DOCUMENTAÇÃO e PORTAL mulher500.org.br

Tem como objetivo pesquisar, catalogar e disseminar material teórico sobre gênero, raça e etnia, direitos humanos, desenvolvimento sustentável e participação das mulheres na história do Brasil. O Centro de Documentação abriga acervo aberto ao público para consultas na sede da REDEH.

 

Desde a sua concepção, esse programa tem sido desenvolvido através de pesquisas, publicações e divulgação em diferentes meios de comunicação. Pretendemos com isso dar visibilidade à atuação, ao saber, à fala e ao olhar feminino na história do país, através da realização de vários desdobramentos nas áreas de eventos, audiovisual e editorial. É uma iniciativa que, desde 1997, celebra a parceria da REDEH com a Fundação Ford, FINEP, Banco do Brasil, Petrobrás e Secretaria especial de Política para Mulheres.

 

O Projeto Mulher 500 Anos Atrás dos Panos nasceu com o objetivo é resgatar e divulgar a história das mulheres brasileiras a partir da chegada dos portugueses no Brasil em 1500. Até a presente data, o projeto publicou os seguintes produtos:

 

> 1998 – Vídeo Mulher 500 anos atrás dos Panos - Produzido em parceria com a TVE – Rede Brasil / Fundação Ford, apresenta o projeto através da fala de algumas pioneiras na história do Brasil.

 

> 2000 - Abrealas (livro) – Em parceria UNIFEM e Prefeitura de Natal O Livro resgata a primeira onda feminista e a  luta das mulheres pelo acesso a educação e pelo direito ao voto feminino.

 

> 2000 - Dicionário Mulheres do Brasil - de 1500 até a atualidade - biográfico e ilustrado (Editora Zahar); Parceria Arte Sem Fronteira e Fundação Ford.

 

> 2003 - Um Rio de Mulheres, a participação das fluminenses na história do estado do Rio de Janeiro – parcerias - Fundação Avina e Boticário;

 

> 2005 - Gogó de Emas – a participação das mulheres na história de Alagoas - parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Secretaria da Mulher do estado de Alagoas, Avina e Boticário.

 

> 2006 - Projeto Memória - Nísia Floresta, uma mulher a frente do seu tempo - Fomos selecionadas pela Fundação Banco do Brasil para realização do Projeto Memória 2006, que tem como objetivo resgatar, difundir e preservar a memória de personalidades ou fatos históricos que ajudaram na formação da identidade cultural do Brasil ou que tiveram significativa contribuição para o desenvolvimento do país, do ponto de vista histórico, artístico, científico, tecnológico ou político. A cada ano, com base em rigorosa pesquisa efetuada nos mais diversos acervos dentro e fora do país, são produzidos bens culturais que compõem um farto painel da história brasileira tendo como público destinatário professores e estudantes da rede pública, através das escolas e bibliotecas públicas do país. Na décima edição, em 2006, o Projeto Memória escolheu homenagear pela primeira vez uma mulher: a escritora, educadora e feminista Nísia Floresta. Produzimos um livro biográfico, almanaque para o professor, exposição itinerante, vídeos, rodas de conversas e site (www.fbb.org.br). Parcerias: REDEH, Fundação Banco do Brasil, Ministério da Cultura e Petrobrás.

 

> 2007 - Projeto Nísia Floresta no Palco – Projeto desenvolvido com alunas das escolas públicas de Brasília. Parcerias: REDEH, Ministério da Cultura, Petrobras, Caminho do Meio, Fundação Banco do Brasil.

 

> 2007 - Produção da obra inédita Mulheres Negras do Brasil, ganhadora do 50º Prêmio Jabuti, na área de Ciências Humanas, em parceria com a Petrobras, Ministério da Cultura, Banco do Brasil e Secretaria de Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR.

 

> 2008 – Projeto Memória João Cândido - O projeto memória João Cândido – A luta pelos Direitos Humanos é um projeto de autoria da Fundação Banco do Brasil. Em 2008, o projeto abordou a vida de João Cândido. A REDEH produziu o kit pedagógico, que integra o conjunto de peças que compõe o Projeto Memória João Cândido, foi enviado a cerca de 18 mil escolas públicas de todo o Brasil. O conjunto é composto por três almanaques históricos, três guias de orientação ao professor, um cartaz de divulgação e um DVD-Rom, com informações sobre todas as peças que fazem parte do projeto. O material poderá ser usado em sala de aula, pelos professores, para o desenvolvimento de atividades didáticas, principalmente as que estimulem a reflexão dos alunos sobre assunto e levem à compreensão de fatos históricos do nosso país.

 

> 2010 – As Herdeiras Sufragistas - O projeto, através de pesquisa histórica e entrevistas com mulheres que ocuparam cargos na política brasileira, seja em nível federal, estadual ou municipal produziu de um Dicionário Biográfico Ilustrado onde consta, em forma de verbetes e imagens, a trajetória das mulheres no cenário político de 1932 aos dias atuais. O objetivo maior do Projeto foi de estimular a mudança de mentalidade e a superação de preconceitos, contribuindo positiva e diretamente para o combate às atitudes discriminatórias e estimular a participação das mulheres na política, disponibilizando para as futuras gerações dados fundamentais ao entendimento e à justa valorização dos mandatos públicos exercidos pelas mulheres ao longo de um século. No ano de 2014, foram realizadas a pesquisa histórica e iconográfica e as entrevistas com mulheres que ocuparam cargos na política brasileira, assim como a elaboração dos verbetes e do Dicionário. Em 2015, foram impressos 3.000 livros com o título “Mulheres no Poder. Trajetórias na Política a partir da luta das sufragistas do Brasil”, distribuídos gratuitamente às organizações de mulheres, núcleos de pesquisa, bibliotecas públicas. O primeiro lançamento foi no Rio de Janeiro e, depois em mais 12 capitais brasileiras.

 

> 2011 – Mulheres Negras do Brasil – edição condensada - A edição condensada do livro Mulheres Negras do Brasil foi feito em parceria com o SENAC e cumpre com a lei 10639/2003, que tornou obrigatório nos currículo das redes de ensino no país, o estudo da história e cultura afro-brasileiras e africanas. Numa linguagem agradável e concisa, os/as autores/as Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil evidenciam a contribuição das mulheres negras na formação da identidade nacional.

 

> 2011 - Projeto Memória Lélia Gonzalez - O projeto memória Lélia Gonzalez é um projeto de autoria da Fundação Banco do Brasil e, no ano de 2011/2015, contou com a parceria da Rede de Desenvolvimento Humano, para realização da pesquisa, elaboração do material paradidático e promoção de eventos, oficinas e capacitações sobre a vida e a obra de Lélia Gonzalez, uma militante negra da década de 1980. Trata-se de um Projeto socioeducativo que consiste na criação e produção peças educacionais e culturais, com o objetivo de mobilizar, articular e gerir ações de transformação social empreendidas por cidadãos, organizações privadas, públicas e do terceiro setor, com a finalidade de inclusão social e promoção da cidadania, especialmente das mulheres negras, quilombolas, estudantes, comunidades locais, liderança comunitárias e movimentos populares.

Os produtos produzidos e distribuídos gratuitamente foram: exposição Itinerante; livro ilustrado contando a trajetória da Lélia Gonzalez, com cerca de 130 páginas e 350 imagens, em formato 22 x 29 cm, capa dura com sobrecapa e tiragem de 6.000 exemplares; vídeo-documentário, com duração de 30 min e confecção de 26.000 DVDs; material pedagógico, material em formato de almanaque para estudantes e guia de orientação para educadores e gestores, site expositivo. O Projeto Memória Lélia Gonzalez, de abrangência nacional, deu visibilidade à vida e a obra de uma intelectual orgânica e militante negra Lélia Gonzalez.

 

> 2013 – Acervo Negras Memórias e das Urnas - O Acervo Negras Memórias e das Urnas, de 2013, foi uma parceria da Rede de Desenvolvimento Humano com a Fundação Banco do Brasil e surgiu da necessidade de estruturar e digitalizar todo o material de arquivo, compilado pela REDEH ao longo de todos estes anos. O “Negras Memórias e das Urnas” é parte do Acervo Centro de Memória Mulheres do Brasil/REDEH e nele estão contidos todo o material de pesquisa do “Mulheres Negras do Brasil”, "Mulher 500 Anos Atrás dos Panos”, “Herdeiras das Sufragistas” e “Projeto Memória Lélia Gonzalez”. A organização e estruturação do material ficou sob a responsabilidade de profissionais contratados pela REDEH, incluindo a disponibilização das informações no portal: www.mulher500.org.br.

 

 

Ξ JUVENTUDE E CULTURA

Através do Núcleo de Juventude e Cultura, a REDEH articula jovens lideranças em todo o país, desenvolvendo e apoiando atividades culturais, de formação e comunicação. O Núcleo de Juventude participa de articulações nacionais e internacionais e já esteve em vários encontros e conferências representando os interesses da juventude brasileira, em especial, das jovens.

 

> 1997 - Projeto Presente do Futuro: realizou um levantamento dos projetos referenciais com mulheres jovens no país e escolheu, através de concurso, quinze lideranças femininas para participarem no I Curso de Capacitação em Gênero, Mobilização Social e Rádio no Rio de Janeiro.

 

> 2003/2004 - Projeto Hip Hop na Linha da Frente contra o Tabaco: fornece informações e estimula uma cultura anti-tabagismo entre radialistas jovens e os adeptos da cultura Hip Hop. Este projeto realizou um seminário no Estado do Rio de Janeiro com 25 rapper's da cultura Hip Hop e produziu 3000 mil cópias de um CD com músicas compostas durante o evento. No ano de 2004, foram produzidas 5000 mil exemplares de uma revista em quadrinhos, direcionada a crianças. As músicas e as letras estão disponíveis no site www.cemina.org.br/hiphoptabaco. Parcerias: REDEH, CEMINA, OMS – Organização Mundial de Saúde, ACT – Aliança Pelo Controle do Tabagismo, Viva  Rio  e Secretaria Estadual de Saúde do RJ e INCA – Ministério da Saúde.

 

> 2004 - Projeto Hip Hop Mandando Fechado em Saúde e Sexualidade - O projeto tem como foco introduzir a perspectiva de gênero, a reflexão e a compreensão dos fatores que levam à violação dos direitos da mulher, sobretudo seus direitos sexuais e direitos reprodutivos, no universo dessas(es) jovens. Parcerias: CEMINA, REDEH e Secretaria de Políticas para Mulheres – SPM.

 

> 2005 – Projeto Minas da Rima – As Mulheres do Hip Hop unidas Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres -  O projeto é o primeiro de uma série de atividades que o Núcleo de Juventude do CEMINA  realiza para alertar a sociedade, em especial os(as) jovens, sobre este tipo de violência. Seu objetivo é introduzir no universo da cultura Hip Hop a perspectiva de gênero, a reflexão e a compreensão dos fatores que levam à violência contra a mulher. O que se quer é aproveitar o potencial questionador do Hip Hop para colocar em pauta este tema. Foram produzido 3000cd’s (40 participantes) em 5 regiões do Brasil e 1 documentário (Guerreiras do Brasil). Parcerias: REDEH, CEMINA, Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM e UNIFEM.

 

> 2006 – Projeto As Filhas de Santa: Promovendo A Liderança de Jovens Cidadãs no Bairro de Santa Teresa – Parcerias: REDEH, CEMINA e PIWH.

 

> 2007 - Complementação De Saberes – O programa tem como objetivo de proporcionar aos jovens um maior contato com áreas do conhecimento que não são plenamente cobertas pela escola e não são possíveis de serem custeadas pelas famílias, de modo a prepará-las para uma melhor inserção na vida social e cultural interna e externa à comunidade. Parceiros: REDEH / Instituto Pólen / Ong Iko Poran / Coligação De Favelas De Santa Teresa / Moradores Da Comunidade Julio Otoni.

 

> 2007 - Grupo de Capoeira – O programa visa estimular a atividade física e a organização, a coexistência coletiva e suas implicações em crianças, jovens e adultos da comunidade, buscando igualdade entre todos, respeito às regras estabelecidas, e a busca do aperfeiçoamento constante pela sua arte. Parceiros: REDEH / Instituto Pólen / Grupo Só Capoeira / Projeto Jinga / Associação de  Moradores Da Comunidade Julio Otoni.

 

> 2007 - Ateliê Mulheres de Santa – O Projeto trabalha com produção de papel reciclado e artesanato com reaproveitamento de materiais descartáveis. O público alvo é especialmente direcionado para as mães de crianças do Programa de Complementação de Saberes, como forma de integrar as famílias ao processo de condução das atividades do Centro Comunitário. Parceiros: REDEH / Instituto Pólen / Instituto Marquês de Salamanca / Ateliê Reciclarte / Projeto Piloto de Santa Teresa.

 

 

Ξ SAÚDE, DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS

A questão da saúde e dos direitos reprodutivos e sexuais marca a agenda do movimento de mulheres no Brasil. Ciente deste valioso capital social, a REDEH apostou em metodologias que valorizam a atuação das mulheres enquanto agentes de prevenção e promoção da saúde.

 

No âmbito das articulações e políticas públicas na área de saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos, a REDEH integra a Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos (Rede Saúde) e as Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro.

 

Ainda na área de direitos reprodutivos, a REDEH integra a Campanha 28 de Setembro - Dia Latino Americano da Luta pela Descriminalização do Aborto, que demanda a formação de parcerias e atenção permanente para enfrentar às muitas ameaças de retrocessos nessa área.

 

Na área programática de saúde e prevenção, e dos direitos reprodutivos e sexuais, a REDEH desenvolve ações educativas de prevenção, envolvendo os atores sociais relevantes aos temas trabalhados e estabelecendo novas formas de implementação das Plataformas de Ação das Conferências da ONU. Nesse contexto, vale mencionar principalmente a Conferência Mundial sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo em 1994 e a Conferência Mundial sobre Mulher, Desenvolvimento e Paz realizada em Beijing, China, 1995.

 

> 1993 – Ciclos da Vida – Publicação e ciclo de debates sobre Biodiversidade e reprodução humana voltado para educadores(as) e militantes dos movimentos sociais. Parceria Frauen Anstiftung da Alemanha.

 

> 1996 - A Saúde da Mulher nas Ondas do Rádio - Projeto desenvolvido em parceria com o CEMINA, com o objetivo de capacitar jovens para o mercado de trabalho na área de comunicação, cujo conteúdo central do curso foi as questões que envolvem a saúde em todos seus aspectos. Parceria CEMINA e Programa da Comunidade Solidária.

 

> 1996 - Prevenção: Caminho para Saúde I – Metodologia voltada para a mobilização de Agentes da Prevenção, com o intuito de prevenir o câncer de mama e do colo uterino, numa experiência piloto no Estado do Rio de Janeiro. Parceria com Secretarias de Saúde dos municípios e o Programa Viva Mulher do INCA.

 

> 1997 - A Saúde e o Meio Ambiente - Projeto desenvolvido em parceria com o CEMINA, com o objetivo de capacitar jovens para o mercado de trabalho na área de comunicação, cujo conteúdo central do curso foi as questões que envolvem a saúde e o meio ambiente em todos seus aspectos. Parceria CEMINA e Programa da Comunidade Solidária.

 

> 1997 - Prevenção: Caminho para Saúde II – Projeto ligado a Campanha Nacional de Combate ao Câncer do Colo Uterino, do Ministério da Saúde, em parceria com o SOS Corpo, o IDAC (Instituto de Ação Cultural), o Grupo Transas do Corpo e a Casa da Mulher Catarina. Foram realizados seminários nas cinco regiões do país. As lideranças capacitadas foram munidas de um kit, formado por um manual, uma fita de áudio, um vídeo e cartilhas didáticas para distribuição, e partiram para o campo com o objetivo de formar outras agentes. O resultado foi alentador: os cinco seminários se desdobraram em 62 oficinas e em torno de 2.000 agentes foram capacitadas.

 

> 1998 - Projeto Prevenção: Caminho para Saúde III - O Projeto promove a capacitação de agentes comunitários para adoção de atitudes e comportamentos saudáveis, com ênfase na prevenção dos tipos de câncer que mais atingem as mulheres brasileiras. Além da prevenção do câncer de mama e de colo de útero, a campanha também foca a questão do tabagismo através da capacitação de Agentes de Prevenção. Em parceria com a Coalizão Tabaco Zero, coordenada pela REDEH e composta por organizações da sociedade civil, associações médicas, comunidades científicas, ativistas e pessoas interessadas em coibir a expansão da epidemia tabagista. O objetivo da Coalizão Tabaco Zero é consolidar uma rede que fortaleça o papel da Sociedade Civil organizada na implementação da Convenção Quadro no Brasil. O Projeto contou com o apoio do Ministério da Saúde, através do INCA.

 

> 1999/2003 - Saúde em Promoção – Projeto desenvolvido nas feiras livres da cidade do Rio de Janeiro, através da ação das “agentes de promoção da saúde”, campanhas e eventos de disseminação de informações sobre prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS. As agentes fazem uso muito criativo das feiras livres como espaço de interação com a população. Parceria Ministério da Saúde/Programa DST’s e AIDS.

 

> 2001/2002 - O Saber Fazer Feminino – Agentes de Prevenção. Projeto desenvolvido na região de Vargem Grande e Adjacências com o objetivo promover a adoção de práticas seguras em relação às DSTs/Aids, através de eventos e campanhas de conscientização realizadas na Zona Oeste da cidade. Um forte componente dessa mobilização foi a formação de agentes voluntários. A metodologia desenvolvida prepara os Agentes de Prevenção para a ação cidadã e mobilizadora. Consta da preparação de materiais didáticos adequados ao tema em questão, trabalhados posteriormente, e capacitações que aprofundam o conhecimento teórico e educativo da temática. Parceria Ministério da Saúde/Programa DST’s e Aids.

 

> 2004 - Quem Ama Cuida – O projeto promove ações de caráter preventivo às DSTs/Aids voltadas para mulheres adultas e adolescentes das comunidades favelizadas da região de Vargem Grande e entorno, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Sua principal atividade tem sido a capacitação de 30 lideranças femininas para ação comunitária na prevenção dessas doenças, beneficiando as comunidades de Cascatinha, Beira Rio e César Maia. Parceria Ministério da Saúde/Programa DST’s e Aids.

 

> 2005/2006 - Rasgando o Verbo - Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher: Uma Investigação em Saúde. Projeto investigativo sobre a política de atenção integral à saúde da mulher. Seu objetivo é definir o perfil das mulheres que utilizam o Sistema Único de Saúde - SUS, suas percepções, demandas, necessidades e opiniões sobre sua saúde e sobre os serviços que lhes são prestados, e contribuir para a formulação de políticas públicas nessa área. A ação foi desenvolvida nos municípios do Rio de Janeiro (Comunidade Acari), Paty do Alferes (RJ) e, na comunidade quilombola Campinho da Independência, na região de Paraty (RJ). A escolha dos locais de estudo reflete a opção de se trabalhar com mulheres de baixa renda, negras e moradoras da zona rural, pertencentes às parcelas mais vulneráveis da população. O projeto é fruto de parceria com o PROSARE- Programa de Apoio a Projetos em Sexualidade e Saúde Reprodutiva.

 

> 2008 - Gravidez na Adolescência e Sexualidade – Uma conversa franca com educadores e educadoras. Em parceria com Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM/UERJ) produziu o manual e promoveu encontros de formação de educadores(as) ligados à Secretaria de Educação Municipal do Rio de Janeiro.

 

> 2010 – História da Maria do Céu na Terra – Publicação sobre direitos sexuais e reprodutivos, como subsídio para discussão sobre do direito de decidir com mulheres populares. Parceria CFemea.

 

 

Ξ REDE TABACO ZERO

A Coalizão Tabaco Zero é composta por organizações da sociedade civil, associações médicas, comunidades científicas, ativistas e pessoas interessadas em coibir a expansão da epidemia tabagista. No Brasil ganhou visibilidade e muitos adeptos a partir de 1988 e nessa fase foi coordenada pela REDEH.

 

O tabagismo é considerado um problema de saúde pública que mata aproximadamente 5 milhões de pessoas em todo mundo, 200 mil somente no Brasil. Para coibir a expansão desta epidemia foi negociado o primeiro tratado internacional na área de saúde, convocado pela OMS em 1999 e finalizado em maio de 2003 após audiências públicas e seis  reuniões de negociações envolvendo os 192 países membros da OMS. O tratado, nomeado “Convenção Quadro para o Controle do Tabaco”, entrará em vigor após ser assinado e ratificado por 40 países. Depois vem a fase de implementação das medidas propostas pela Convenção em cada país. Embora o Brasil já tenha avançado bastante no que diz respeito a várias das medidas  preconizadas na Convenção Quadro muito ainda há por fazer aqui. A experiência internacional demonstra que os programas de controle do tabaco mais eficientes e sustentáveis em longo prazo advêm de parcerias entre órgãos governamentais e organizações não governamentais.

 

O objetivo da Coalizão Tabaco Zero é consolidar uma rede que fortaleça o papel da Sociedade Civil organizada na implementação da Convenção Quadro no Brasil. Para tal é necessário utilizar um instrumento dinâmico para agir de forma articulada e rápida para pressionar nossos governantes e promover o controle social das ações e da legislação na área de controle do tabaco. Na fase de implementação da Coalizão, buscando suprir uma demanda corrente de articulação para ações pontuais e troca de informações, foi criada uma lista de discussão supra-institucional através do Yahoo Grupos. No futuro próximo pretende-se criar um banco de dados sobre os integrantes da Coalizão e um espaço virtual sistematizado para troca de experiências que sirva também como fonte de noticias sobre ações na área de controle do tabaco para mídia e público em geral.

 

Uma série de publicações, campanhas e pesquisas foram produzidas pela REDEH no período em que esteve à frente da Coordenação da Rede Tabaco Zero.

 

No Dia Mundial sem Tabaco de 2005, Paula Johns, coordenadora da Rede Tabaco Zero, da REDEH, foi uma dos 6 premiados pela OPAS – Organização Pan-Americana de Saúde, em evento que teve como tema o envolvimento dos profissionais de saúde no enfrentamento do tabagismo.

 

Desde 2006 a Rede Tabaco Zero ganhou autonomia e hoje suas ações são desenvolvidas e coordenadas pela Aliança de Controle do Tabagismo, com sede na cidade do Rio de Janeiro. Maiores informações em www.actbr.org.br.

 

 

Ξ EMPREENDEDORISMO SÓCIO-AMBIENTAL

Desde 2006, a REDEH vem fortalecendo a sua contribuição enquanto catalisadora de ações que tenham impacto sócio-ambiental. Um dessas iniciativas acontece na Comunidade Julio Otoni no Rio de Janeiro, onde desde 2006 um conjunto de organizações vem promovendo ações para prevenir a participação de jovens do tráfico de drogas. Cinqüenta crianças e jovens com idades entre 7 e 16 anos participam diariamente de atividades lúdico-educativas que tem como objetivo melhorar o nível educacional e de cidadania dessas pessoas.  Além dessa atividade constante realizamos outros projetos voltados para grupos específicos.

 

> 2007 - Realizamos o projeto, As Filhas de Santa, que selecionou 20 jovens com idades entre 15 e 24 anos para um trabalho de empoderamento de mulheres jovens da comunidade, direitos e desenvolvimento da cidadania.  O projeto durou 18 meses.

 

> 2008 – Projeto Águas de Santo Antonio - Trata-se de uma ação que envolve o bairro de Santo Antonio, que pertence ao 4º. Distrito do Município de Caxias. O projeto teve como objetivo conscientizar os jovens do bairro sobre a importância de cuidar dos recursos hídricos dessa região, uma das remanescentes da Mata Atlântica e rica em água.  A iniciativa contou com apoio da organização Empower e produziu um vídeo que pode ser acessado através do YouTube: Águas de Santo Antonio.

 

> 2009-2010 - Foi criado com o apoio do SEBRAE, o projeto para consolidação do Núcleo de Geração de Renda Mulheres de Santa. Trinta mulheres foram selecionadas e durante um ano fizeram curso para elaboração de produtos artesanais a partir de materiais reciclados.

 

O projeto Julio Otoni tem um blog onde são postadas todas as notícias do projeto: www.juliootoni.wordpress.com

 

 

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